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04 / 2017
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Artista une pintura e poesia em exposição sobre a luta pela afirmação racial

Cultura

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Obra do artista Cláudio Leal Cacau presente na mostra Raízes do Imaginário

Obra do artista Cláudio Leal Cacau presente na mostra Raízes do ImaginárioCláudio Leal Cacau/Raízes do Imaginário/ Divulgação

As marcas históricas da miscigenação e da luta pela afirmação racial no Brasil estão traduzidas em uma exposição inaugurada na noite de hoje (18) no Museu da República, no Palácio do Catete, zona sul do Rio. Na mostra Raízes do Imaginário, o poeta e artista plástico Cláudio Leal Cacau reuniu 28 pinturas sobre o tema "Negritude Brasileira", que dialogam com igual número de fragmentos de seu poema Raízes do imaginário do povo da Terra Brasilis, publicado no livro Insubordinação Mental, lançado no ano passado.

As obras foram pintadas em óleo sobre tela e MDF, em imagens predominantemente neoexpressionistas, diluídas nas cores branco, preto e vermelho. De acordo com o curador Tchello d'Barros, a opção estética adotada pelo artista “evita o perigo de cair nos meros clichês da arte de denúncia, mas traz a lume elementos visuais da negritude que poeticamente sugerem um debate, alentam uma discussão, promovem uma reflexão”.

Os trabalhos serão disponibilizados ao público para aquisição no formato de gravuras impressas em papel algodão fine art e papel fotográfico. Parte dos valores arrecadados será destinada ao grupo cênico-musical Eco do Santa Marta, da comunidade do Morro Santa Marta.

Como parte da programação, no dia 16 de maio ocorrerá o debate “Arte e Vida: uma questão de cor”, tendo como tema o negro no Brasil, com ênfase nos aspectos artísticos, étnicos e políticos. Além do artista Cláudio Leal Cacau, os debatedores serão o historiador Francisco Cézar Manhães e o poeta e crítico literário Tanussi Cardoso, com mediação do curador Tchello d’ Barros.

Artista plural, o carioca Cláudio Leal Cacau é poeta, pintor, letrista-compositor e performer. Publicou os livros Utopia doce utopia (1981); Além das muralhas (1995); Cabo Frio: o vento fala (2005); O inferno cronológico (2011) e Insubordinação mental (2016), e também é autor de mais de 200 letras já musicadas.

A exposição Raízes do Imaginário fica em cartaz até 21 de maio e pode ser vista de terça a sexta-feira, das 10h às 17h, e sábados, domingos e feriados, das 11h às 13h. O Museu da República fica na Rua do Catete, 153, no bairro do Catete, zona sul do Rio.

Edição: Amanda Cieglinski
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