18
08 / 2017
36 Novos artigos

Protetor facial auxilia na reabilitação de atletas

Desenvolvimento
Ferramentas

Tamanho

O ano era 2006 e o São Paulo avançava bem nos campeonatos que participava. Mantendo o bom desempenho do ano anterior, tinha chances de chegar à final da Copa Libertadores da América. “Em time que está ganhando não se mexe”. Mas o time precisou ser mexido. Em uma partida, uma peça chave da equipe, o uruguaio Diego Lugano, foi atingido por uma cotovelada no rosto. Uma fratura no nariz colocaria o atleta fora dos próximos jogos.

Protetor resguarda rosto de atleta que se recupera de fraturas e alivia impacto

O atleta ficou afastado por algumas semanas, mas voltou a tempo de participar dos últimos e decisivos jogos dos campeonatos. A razão para o rápido retorno foi a possibilidade de voltar aos campos usando o Protetor Individualizado para Fraturas Faciais, desenvolvido na Faculdade de Odontologia (FO) da USP e patenteado pela Agência USP de Inovação.

O equipamento é produzido de maneira personalizada para cada paciente após a liberação médica, mas quando o paciente ainda se recupera da fratura. Depois de Lugano, muitos outros atletas tiveram o auxílio do protetor desenvolvido na Universidade para retornar mais rapidamente ao esporte. Os professores Reinaldo Brito e Dias e Neide Pena Coto explicam que o protetor é capaz de absorver e dissipar energia de deformação proveniente de impactos na região, o que diminui as chances de um novo impacto causar fraturas ou complicações nas áreas sensibilizadas.

Proteção
O protetor é feito do material EVA (copolímero de etileno e acetato de vinila), e protetores similares,produzidos na Europa, são feitos de fibra de carbono, que, segundo os professores, absorve menos a energia e, portanto, não alivia o impacto de maneira tão eficiente quanto o desenvolvido na Faculdade de Odontologia. Neide Pena Coto comenta as vantagens protetor de EVA: “quando é impactado, ele transmite a energia para as extremidades, e nessa transmissão o material vem absorvendo energia”.

O professor Reinaldo Dias complementa dizendo que, diferente do europeu, o protetor desenvolvido na FO é formado por duas camadas, uma mais rígida e outra que ele chama de “soft”, que torna o uso mais confortável. O protetor fica apoiado em ossos mais resistentes, como o osso frontal e os ossos mais fortes do terço médio da face, deixando protegidos de impactos os ossos mais frágeis.

Ele é produzido de maneira personalizada para cada paciente, que recebe acompanhamento dos pesquisadores e dá o feedback do desempenho do equipamento durante o uso. Além do caso de Lugano no futebol, tais fraturas também são comuns em esportes como o beisebol, handebol e hóquei.

Reinaldo Dias finaliza explicando a importância da pesquisa para a ciência: “se nós podemos deixar um know-how da universidade, um know-how brasileiro para que a gente possa trabalhar algo que a gente idealizou, acho que esta é a satisfação do professor”.

(Com informações da Agência USP de Inovação)

Foto: Divulgação

Mais informações: (11) 3091-4165

Se você está buscando um novo emprego, selecione abaixo:

Cadastre seu currículo agora   Envie seu currículo para dezenas de empresas

Revise seu currículo com um especialista   Consultoria gratuita para obter um emprego

Comece já a receber nossa revista gratuita. Direto em seu correio as principais notícias da cidade.

Patrocinadores